quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fun - We Are Young (Tonight we are young)

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 Lengalenga da Paixão

A noite passada acordei com teu beijo
Querias meu amor
Dei-te o meu desejo

A noite passada foste-me buscar
Estava no meu mundo
Desejando amar

A noite passada murmurei teu nome
Querias meu amor
Matei minha fome

A noite passada as horas foram poucas
Sussurrei baixinho
Só palavras loucas

A noite passada levaste-me á lua
Querias meu amor
Mas já não sou só tua

A noite passada descobri por fim
Que a paixão é tudo
Se tudo dou de mim

Paula AbrEu
28/6/2012
(FUN - We are Young)
Porque "esta noite" (tonight) ... pode ser qualquer noite... até "a noite passada".



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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nick Cave & The Bad Seeds - Deanna (letra, video e pensamento original)

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Curiosamente constato a certeza que tens de me conhecer
Mas não,
Conheces apenas uma das muitas que contenho
Aquela que mais escondo, que afastei de todos sempre que pude
Menos de ti...
Pareceste-me seguro e louco ao mesmo tempo, pareceste-me perfeito
E por muito que me desiludas vou agradecer-te sempre teres permitido que a (me) soltasse mais uma vez
Provavelmente a última vez
É que tenho tanto medo que ela impere, cada vez que te aproximas...
Aproximas-te...
E sinto-a... a querer pulsar, a querer sair...
E aí faço tudo... faço qualquer coisa, para a esconder de novo

Gostei de estar contigo mais uma vez
.. de te sentir e de te ver
Gostei de te vencer, de te ganhar, de te perder
Gosto quando te rendes, te ajoelhas, te dedicas
... e ainda te sinto no meu corpo...
Quente e louco pecado, no cenário perfeito:
Eu
Tu
O mar
E as mentiras...

Mas... apesar de tudo
Fiquei a ver-te partir sem pudores
Mais uma despedida "para sempre"
Esse tempo infinito e infinitamente impossível ... "para sempre"

Não me perguntes porquê
Talvez porque não... e me faltem mais argumentos inúteis
Talvez porque nem todos os os fins justificam os meios
Ou talvez porque, de uma vez por todas...

.. Sim!

Não ouses.
Sê.

Paula AbrEu
14/6/2012

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Nick Cave & The Bad Seeds
Deanna
(letra)

O Deanna!
Sweet Deanna!
O DEANNA
You know you are my friend, yeah
O DEANNA
And I ain't down here for your money
I ain't down here for your love
I ain't down here for your love or money
I'm down here for your soul

No carpet on the floor
And the winding cloth holds many moths
Around your Ku Klux furniture
I cum of death-head in your frock
We discuss the murder plan
We discuss murder and the murder act
Murder takes the wheel of your Cadillac
And death climbs in the back

O DEANNA
This is a car
O DEANNA
This is a gun
O DEANNA
And this a day number one
O DEANNA
Our little crimeworn histories
Black and smoking christmas trees
And honey, it ain't mystery
Why you're a mystery to me

We will eat out of their pantries
And their parlours
Ashy leaving in their beds
And we'll unload into their heads
On this mean season
This little angel that I squeezin'
She ain't been mean to me

O Deanna!
You are my friend and my partner
O DEANNA
On this house on the hill
O DEANNA
And I ain't down here for your money
I ain't down here for your love
I ain't down here for your love or money
I'm down here for your soul

O DEANNA
I am a-knocking
O DEANNA
With my toolbox and my stocking
O DEANNA
And I'll meet you on the corner
O DEANNA
Yes, you point it like a finger
O DEANNA
And squeeze its little thing
O DEANNA
Feel its kick, hear its bang
And let no worry about its issue
Don't worry about where its been
and don't worry about where it hits
Cause it just ain't yours to sin

O DEANNA
No it just ain't your to sin
O DEANNA
Sweet Deanna
O DEANNA
And we ain't getting any younger
O DEANNA
And I don't intend gettin' any older
O DEANNA
The sun a hump at my shoulder
O DEANNA
O Deanna!
O DEANNA
Sweet Deanna
O DEANNA
And I ain't down here for your money
I ain't down here for your love
I ain't down here for your love of money
I'm down here for your soul Partilhar

segunda-feira, 11 de junho de 2012

WRAYGUNN - DON´T YOU WANNA DANCE? (L'Art Brut)

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Diz-me névoa...
Não preferes dançar?
Em vez de lutar?
Em vez de desistir?

Não preferes dançar, enquanto ainda consegues?
Em vez de andares à volta do amargo?
Em vez de rodares como um pião, nessa roda interminável?

Já desci o mais baixo que conseguia para te encontrar
Descobri este poço e fui ao fundo
Fui desafiar-me... contigo

                       E sendo assim...
Não preferes sair dessa roda inútil, vir à superfície e dançar?

Gosto quando cuidas que me magoas
Mas sentir, é a melhor sensação do mundo
Seja o que for!
Sentir e fazer sentir...

                       Por isso...
Bate-me,
Empurra-me,
Ofende-me,
Crucifica-me...

Faz-me rir... anda vá...
E pensa... pensa bem... névoa...
Névoa viciante...

Será que não preferes dançar?

Por:
Paula AbrEu
11/6/2012

 "Don't You Wanna Dance", 1º single retirado de L'ART BRUT dos Wraygunn, uma banda portuguesa, originária de Coimbra, cujo estilo sai de uma fusão de inspirações vindas do blues, gospel e de sons de rock puramente americanos, complementados com influências do hip hop ou do funk.
 GOSTO! :) Partilhar

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dawn Penn - No, No No (Letra e vídeo)

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Esta música da Jamaica "puxa pelo corpo" de um jeito... eh pah... nem me digam nada...
Adoooooro reaggae!!! :)

E como o corpo não se escreve e descrito não seria verdadeiro, não podia ser
Como a verdade, não conheço e sinceramente não sei se a quero conhecer
E se já nem a mim me conheço…
                                           (Olá! Muito prazer... sou a Paula. ;)
Então, vou até á beira... e deixo-me ir, pode ser?
                                            (Olá... o prazer é todo meu...;)
JUMP!!!!

O que eu gostava era de ser completamente livre e que a minha mente pudesse ser tão livre como eu.
Gostava que todos me dessem sem pedir nada em troca…
Gostava de não sentir que devo algo a alguém.
Que nunca me pedissem nada, apenas me estimulassem a dar… e que me merecessem sem exigências
Que a minha presença fosse desejada… não necessária
Que o meu sorriso fosse uma conquista… não uma obrigação…

Gostava de não sentir este cansaço pelos incógnitos que me tentam invadir… mas estão a anos-luz daquilo que sinto
E para o caso de não se importarem com o que sinto… que é o mais certo…
Eu passo a explicar:
Esses, não me fazem sentir nada… só tédio morno e sono… e sim... muito cansaço inútil…

O que me provoca está mais além e toca o limiar do erótico e do sensual... das paixões.
Não tem nada a ver com sentimentos nobres. Não tem nada a ver com este sentimento de amor, que já tive a sorte (!?) de experimentar… mas se não cuidarmos... arrefece.
(Ó injustiça, das injustiças...)

Está calor, as minhas unhas estão da cor das rosas, o meu cabelo da cor do mel e o meu corpo discretamente coberto da cor azul com a linda sandalinha de salto altíssimo para me ajudar a chegar onde chegam os grandes… ;)
Apetece-me esticar... só para perceber até onde consigo chegar...
Estou à beira... apenas à distância da decisão...

Salto... não salto...

Paula AbrEu
em 30/5/2012
a vida é curta demais...


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

JACQUES BREL - NE ME QUITTE PAS (traduzido) (letra)

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Quero fazer o que está certo
Mas nem sempre me sai bem
Cortaram meu manto em tiras
Era rainha, passo a ninguém
Preciso apenas de um ápice
Tanto me transtorna... tanto me seduz
Esta tamanha incerteza
Este inconstante vaivém
Procura, desprezo ou luz

Alma minha que não saras
E guardas as minhas culpas,
Junto da minha coragem
Do meu grito, da viagem
Do encontro junto ao mar
Ou de mil pontes, quiçá

Mas se minha alma sarar...
Não terei mais que contar...

E desse encontro me lembro
Revivo, recalco e sonho
Sinto-o sempre no presente
Guardo-o sempre tão vivo
Na memória do que faço, do que fiz, do que desejo
sem vergonha, sem desdém
memória que me acompanha até à hora da morte...

A morte, que não me assusta
Até com ela gostava de me encontrar
E não que me apanhasse num susto
Até a morte eu deixaria amar-me
E gostaria de seduzir
Tal o fogo que me queima
Tal o vazio morno que sinto
Consumido no medo que me conquistou
Na teia que me enredou

No espaço que me deixas
Quando não te dás

Poderia ter o mundo...
Mas estou presa neste limbo que alimentas
Da vaidade e sem afetos
Sem sequer quereres que te ame, que te olhe, que te dê...
Alimentando meus medos como cães famintos

Ah!
Deixo-me enlouquecer... é tão bom
Não quero parar, não quero
Pois se minha alma sarar
nada mais há 'pra contar...

Paula AbrEu (23/5/2012)
- Na confusão dos sentidos, pensamentos desarrumados a fugirem de um lado para o outro, 'pediram-me' para sair a correr.. assim meio loucos, meio rebeldes... como presos que escapam da cadeia e se engasgam com o sabor da liberdade.
E eu deixei.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Dead Combo - O Assobio (Anthony Bourdain)

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Para além de ti
És tu quem continuo a querer
Podes ordenar-me que te ame
Eu rebelde, me rendo
Eu rendida, me rebelo
Eu escondida, me demonstro
Na verdade que não conto
Nos segredos... envoltos em fios de cabelo
Da vontade que calo
Do calor que me envolve
E de novo...
E sempre...
E para além do que domino...
Até para além de ti...
És tu quem continuo a querer.

Paula AbrEu
em 22/5/2012, escolhi Dead Combo porque é    M U I T O     B O M !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Dead Combo
O Assobio

Originais e arrojados, misturam o que nos corre nas veias com algo deliciosamente inovador.
Músicos ao melhor nível.

Keep on, Tó Trips e Pedro Gonçalves!!!

E agora, que já me inspiraram :) que já dei a minha opinião e tudo, só falta a WIKIPÉDIA a funcionar: :)

A banda é constituída por dois membros apenas: Tó Trips (guitarras) e Pedro V. Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras).
Os membros conheceram-se em 2001, quando no final de um concerto, Tó pediu boleia a Pedro sem saber que este não tinha carro. Foram então ambos a pé até ao Bairro Alto e, no meio da conversa, surgiu a ideia de gravarem um álbum em tributo ao génio da guitarra portuguesa, Carlos Paredes.
A pouco e pouco foram surgindo os Dead Combo, sendo 2002 referido pela banda como o ano definitivo da sua formação. Em 2004 viriam a lançar o seu álbum de estreia, cuja sonoridade inovadora foi recebida com entusiasmo pela crítica portuguesa.
Em 2005, Charlie Gillet fez uma selecção dos "Melhores de 2005". Nessa lista constam os Dead Combo com o seu álbum de estreia Vol.1.
Em 2006 lançam Vol. 2 - Quando A Alma Não É Pequena e em 2007 Guitars From Nothing.
Os Dead Combo compuseram a banda sonora original para o filme "Slightly Smaller Than Indiana" de Daniel Blaufuks.
Com Lusitânia Playboys, em 2008 chegam definitivamente ao reconhecimento do público. Em 2011, Lisboa Mulata marca uma nova abordagem dos Dead Combo, pois é um álbum bastante mais ecléctico, apelando ao ritmo e influências de África.
Em 2012, abrem-se novas portas aos Dead Combo. Dão um grande concerto na Aula Magna. Aparecem no programa culinário de Anthony Bourdain sobre Lisboa e, consequentemente, entram no top 10 do iTunes americano. São convidados a actuar na estreia de Cannes do filme "Cosmopolis", realizado por David Cronenberg e produzido por Paulo Branco.
[editar]Álbuns [1]

Vol.1 - (2004)
Vol. 2 - Quando A Alma Não É Pequena - (2006)
Guitars From Nothing - (2007)
Lusitânia Playboys - (2008)
Lisboa Mulata - (2011)
[editar]Álbuns Ao Vivo
Live Hot Clube - (2009)
[editar]DVD
Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras - (2010) Partilhar

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pixie Lott - Use Somebody (dos King of Leon)

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Palavras Vivas

Muitas vezes me pergunto, se ao longo de uma vida, contam mais as escolhas...
Ou se serão as renúncias ás quais vamos cedendo, que pesam
Restar-me-á sempre a dúvida
Mas nunca culparei ninguém pelas minhas escolhas ou renúncias,
Excepto eu própria

E sendo assim...
Acho que agora entendo quem procura incessantemente o prazer…
Talvez seja o que nos faz esquecer o amargo e vasto leque de ressentimentos guardamos.. mesmo sem que o desejemos
Há que não esquecer também, que as mentiras contadas…
Não são só sobre “onde foste”, “onde estás” ou “com quem”
Mas sim sobre quem realmente somos

Antes de mais, revelo um absurdo...
É que irei sempre querer-te de volta... mas nunca mais me ouvirás dizê-lo 
Porque percebi que na nossa história,  não há lugar para finais felizes
E sendo assim…  absurdamente reforço o que não gostas
Até minto se necessário for, e te faço detestar-me
Tu… sabes a verdade... tu sabes...
Mas afinal, venço eu na mesma… porque nos afasto…
E na vitória, me derroto ao ver-te partir

No silêncio que ninguém quer ouvir, ás vezes penso:
- Só mais uma vez... e é a última… para me despedir…
Mas estas ou outras desculpas, não evitam o inevitável
E ao renunciar…
Apenas te ofereço o princípio do fim

O melhor de tudo
é que nos nossos melhores momentos
... nada mais existia
Um estado de abstracção total... de alheamento ao mundo exterior
Um enorme pequeno espaço onde de repente só cabiam os laços
(não os “nós”)

Depois de momentos de entrega… sempre breves
 - “Olha-me… Abraça-me… Ama-me…”
Afinal foram os medos que me conquistaram
É que a culpa não passa de um sopro que chega sem darmos por isso
E depois se transforma em vento forte e arrasa tudo.

E a Dor...


Que antes compensava as breves horas e
Os momentos chegados tão perto da perfeição
Em que me bebias e te demoravas no meu gosto
Fazendo com que toda a angústia valesse a pena

Agora esta dor fantasma que sinto
E me faz pensar se... 
Se será de ti que tenho saudades
Ou será de sentir paixão...

Tinha-me esquecido da tortura constante
Em que para mim se transformam os erros...
As mentiras, a ansiedade, a agonia da espera
E a antecipação do sofrimento, que sentirei no inevitável fim

De modo que
Torno a perguntar-me, se ao longo do caminho, pesarão mais as escolhas... ou se serão mesmo as renúncias…
E continua a restar-me a dúvida
Mas uma coisa é certa…
Continuarei a não culpar ninguém, excepto eu própria

Paula AbrEu
em 17/5/2012
(ao som  de Pixie Lott num Cover Kings of Leon - Use Somebody, escrevi um texto para mim e para todos os que, ao lerem, se encontem nas minhas palavras :)

Em 21/5/2012, resolvi dar-lhe o título de "Palavras Vivas", porque cada vez que o leio lhe mudo uma ou outra palavra, por pequena que seja,... O sentido mantém-se o mesmo :)  Paula AbrEu

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